BlogDireitos do Consumidor· 3 min de leitura

A conta de luz ficou mais pesada no Rio em 2026

GF

Especialista em Defesa do Consumidor e ex-Secretário de Estado de Defesa do Consumidor do Rio de Janeiro

Consumidor compara contas de energia após reajuste das tarifas da Light e da Enel no Rio de Janeiro.

Mercado, aluguel, transporte e, agora, uma conta de energia com reajuste de dois dígitos.

Em 2026, as duas principais distribuidoras do Rio tiveram aumentos expressivos. Na área atendida pela Light, o efeito médio do reajuste chegou a 16,69%. Para a Enel Rio, o efeito médio foi de 15,46%. (CNN Brasil; Enel Rio)

Os percentuais médios ajudam a medir o tamanho do reajuste, mas não significam que todas as residências tiveram exatamente esse aumento. O impacto varia conforme a classe de consumo e a tarifa aplicada.


Por que o reajuste da Light chegou a 16,69%

A ANEEL havia aprovado inicialmente um efeito médio de 8,59% para a Light. Nesse cálculo, R$ 1,04 bilhão em créditos relacionados a PIS/Cofins seriam usados para reduzir o impacto sobre as tarifas. (ANEEL via PublicNow)

A Light questionou essa decisão na Justiça. Depois de idas e vindas no processo, uma decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região restabeleceu, em maio, a liminar favorável à distribuidora. Com isso, o efeito médio voltou para 16,69%. (CNN Brasil)

Para os consumidores residenciais da Light, o percentual indicado após a decisão é de 14,58%. Na baixa tensão, grupo que inclui residências e pequenos estabelecimentos, a média ficou em 14,74%. Os 16,69% correspondem à média considerando diferentes grupos de consumidores. (ANEEL via PublicNow)

Na Enel Rio, o efeito médio do reajuste de 2026 ficou em 15,46%, enquanto a baixa tensão teve impacto médio de 14,23%. (Câmara dos Deputados)


O consumidor precisa saber de onde veio o aumento

Energia elétrica não é uma despesa que a família simplesmente retira do orçamento quando o preço sobe. É serviço essencial e chega todos os meses à casa do consumidor.

Por isso, não basta informar que houve reajuste. A fatura precisa permitir que o cliente entenda o consumo, a tarifa aplicada, os tributos e demais cobranças que formam o valor final.

Também é importante comparar contas com consumo semelhante. Se uma família gastou praticamente a mesma quantidade de energia em dois períodos, mas encontrou uma diferença significativa no valor, deve verificar qual tarifa foi aplicada e se houve outras cobranças.

O reajuste médio, sozinho, não diz quanto cada conta deveria aumentar. Consumo, bandeira tarifária, impostos e a classe da unidade também interferem no resultado.


Uma alta de dois dígitos na energia pesa ainda mais quando outras despesas básicas já ocupam boa parte da renda.

Discutir custo de vida no Rio passa também pela conta de luz. E o consumidor precisa conseguir abrir a fatura e entender, sem dificuldade, por que está pagando mais.

Sua conta de luz aumentou neste ano? Compare as últimas faturas e confira quanto mudou mesmo nos meses em que o consumo ficou parecido.

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