“Troquei de número. Salva esse aqui”: cuidado com essa mensagem
Especialista em Defesa do Consumidor e ex-Secretário de Estado de Defesa do Consumidor do Rio de Janeiro

Um número desconhecido aparece no WhatsApp com a foto de alguém da família. A mensagem informa que o contato mudou e pede para você salvar o novo telefone.
Pouco depois, surge uma urgência: o aplicativo do banco não funciona, uma conta precisa ser paga ou alguém está esperando uma transferência. O pedido costuma ser um Pix para uma conta de terceiro, com a promessa de devolução ainda naquele dia.
É o golpe do falso familiar. O criminoso usa uma foto conhecida para conquistar confiança e cria um problema urgente para não dar tempo de a vítima pensar.
Quando a pessoa tenta ligar, começam as desculpas: está em reunião, o microfone quebrou, não pode falar ou só consegue conversar por mensagem. A recusa em atender é um dos principais sinais de alerta.
Antes de fazer o Pix, procure a pessoa por outro canal
Ligue para o número antigo. Caso não consiga contato, fale com outro familiar ou faça uma chamada de vídeo.
Uma pergunta que apenas a pessoa saberia responder também pode ajudar, mas não deve ser a única verificação. Informações pessoais e familiares podem estar disponíveis nas redes sociais.
Confira ainda o nome de quem vai receber o dinheiro. Não faça uma transferência para outra pessoa apenas porque o contato diz estar com problemas na conta.
Também vale combinar uma regra dentro de casa: pedidos de dinheiro só serão atendidos depois de uma conversa por telefone. Essa orientação é especialmente importante para familiares mais velhos, que costumam ser alvos frequentes desse tipo de fraude.
Fez a transferência? Fale com o banco imediatamente
Conteste o Pix no aplicativo ou entre em contato com o banco pelos canais oficiais. Peça o acionamento do Mecanismo Especial de Devolução, o MED.
O banco poderá analisar a fraude e tentar bloquear o dinheiro que ainda estiver na conta de destino. A devolução não é garantida, mas agir rapidamente aumenta as chances de recuperação.
Registre um boletim de ocorrência e guarde:
- os prints da conversa;
- o número utilizado pelo golpista;
- a chave Pix;
- o nome do recebedor;
- o comprovante da transferência.
Não apague as mensagens antes de reunir esses registros.
Na dúvida, interrompa a conversa e procure seu familiar por outro número. Quem realmente precisa de ajuda vai entender a confirmação. O golpista vai tentar impedir que ela aconteça.
Acompanhe novos alertas sobre golpes e direitos do consumidor no perfil @gutembergpfonseca e em gutembergfonseca.com.br.
Precisa de ajuda? Procure os canais oficiais:
- 📱 Fala Consumidor (WhatsApp): (21) 99336-4848
- 📞 Disque 151 – PROCON-RJ
- 💬 Zap do Guto: +55 21 92011-2255
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